57.dia - Monte do Carmo - Ponte Alta do Tocantins

10.09.2011 - sábado
Dormimos bem pois ligamos o ar condicionado, estava um calor danado e sem vento. Em compensação pela manhã o vento atuava que fazia gosto.
Tomamos café e partimos para 92 km de serras com precipícios em ambos os lados. Assim nos disseram e assim foi. Devagar e apreciando é o lema.
Logo na saída paramos na nascente com bica do Rio Sucuri, abastecemos os galões, e limpamos as caixas de águas servidas.
Chegamos em Ponte Alto do Tocantins "Portal do Jalapão" e encontramos o Centro de Atendimento ao Turista fechado, ou melhor, acorrentado. Demos um desconto pois era hora de almoço e fomos conhecer a cidade. Roda daqui, roda dali, tem um rio limpo e bonito cruzando a cidade e, adivinhem, uma ponte alta e outra ponte antiga de madeira.
Começamos a nos preocupar onde colocar o MH, não tem camping e os quintais de casas possíveis sem um pé de pau que fizesse sombra. Necessidade de número 1: sombra. Fui conversar com d. Neusa, dona da Pousada Veredas e ela indicou um senhor. Conversamos com ele, sombra a vontade e na hora de acertar preço o negócio não foi para a frente: R$ 100,00/dia. Saia mais barato ir para as pousadas. Aí ele viu que tinha pedido muito abaixou para R$ 50,00 aí eu já não queria mais.
Fomos para a Pousada Jalapão das Águas que tínhamos visto na chegada para ver se tinha jogo. D. Eva e Jota, os administradores, e Janaína (filha)  nos atenderam super bem.  Por R$ 20,00/pessoa tínhamos sombra, energia, água,  veredas para banhar, banheiros, piscina, café da manhã, cajueiros e simpatia de sobra.
Conseguimos encaixar o MH entre 2 fileiras de eucaliptos, com sombra garantida. Quando se acha um recanto desse fica-se que nem criança: felizinhos da vida!
D. Eva faz refeições quando tem hóspedes, e estavam lá 2 casais. Perguntamos se tinha comida, se depois ainda tivesse que podia nos chamar. E assim foi, quando ela viu que a comida daria para mais pessoas nos chamou, a essa altura, quase 2 da tarde estávamos famintos.
Almoçamos bem e quase em seguida nos jogamos na piscina para esfriar o corpo.
Depois das 16:00 fomos conhecer o Canion e Gruta da Suçuapara: as águas abriram uma fenda de 60 m de comprimento por 15 m de altura em rocha arenítica, formando um pequeno canion com cachoeira onde crescem musgos e samambaias. O riozinho começa do outro lado da estrada, passa por baixo da estrada e vira a cachoeira. Entre 11:00 e 13:00 o sol entra pela fenda e com certeza fica mais bonito. Voltaremos.
Para chegar lá 15 km de terra vermelha, em alguns trechos fina como talco, um pouco de areião. As outras atrações é impossível ir com a moto. Vamos ter que ir atrás de outras opções.
Voltamos para casa, Silvano foi tomar banho na vereda, eu não fui porque já estava escurecendo. Estávamos vermelhos de poeira. E depois piscinamos.
Jantamos em casa.
Nessa região tem serras tipo "mesa" e morros isolados que chamam de "morros testemunhos", elevações que resistiram às erosões.
A região do Jalapão também conhecido por "Deserto" o  que mais tem são águas. Em outros lugares o chamam de "Sertão das Águas".
Boa  noite, graças a Deus já está bem fresquinho, apesar das queimadas que teimam surgir aqui e acolá.
Beijos.

Suçuapara é o nome que se dá a um tipo de veado da região.
Nascente do Rio Sucuri

Rio Balsas

Caminho para cânion


Cãnion Suçuapara




        

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