48.dia - Diamantina - Pirapora

01.09.2011
Vamos embora de Diamantina sem ter conseguido entrar em nenhuma igreja...entramos na Catedral Metropolitana mas essa não vale, pois é toda modernosa. As antiguinhas abrem em horários bem restritos, dia sim outro não...enfim não conseguimos nos encaixar nos horários.
Arrumamos as coisas, pagamos a estadia (R$ 30,00/noite) e saímos.
Ainda não tinha desistido de entrar em alguma igreja, combinei com o Silvano dele ir ao mercado comprar leite, frutas, etc. e eu subiria até a Igreja do Rosário. Fui e já me arrependi, não dava para olhar para trás tamanha a subida, tinha que subir em ângulo para não rolar.
Resultado? A igreja estava fechada, a do Carmo estava fechada. Desisti. Tirei algumas fotos do casario e desci a lomba até o mercado. Para subir é ruim, para descer tem que não escorregar, as pedras são lisinhas e polidas.
E compras? me dei conta que até agora não comprei nem um imã de geladeira, vai continuar sem compras pelo jeito. 
O nosso destino é Pirapora, "Capital Morena do São Francisco", na beira do Rio São Francisco - o velho Chico - passando por Curvelo, 330 km. 
Outra coisa que vocês já devem ter percebido; ainda não dirigi nem 1 km, pobre Silvano  no volante direto.
Antes de chegar em Curvelo paramos no acostamento para almoçar: carne com ora pro nobis e arroz raris. Sesteamos e seguimos.
A temperatura por aqui segue alta, umidade do ar baixa, muita queimada no cerrado. Por aqui tem mais de 80 dias que não chove, no céu não passeia nenhuma nuvem.
Passamos por Lassance, a beira do Rio das Velhas: cidade onde em 1908 Carlos Chagas fez a descoberta da Doença de Chagas, praticamente todo mundo no povoado tinha a doença. Até hoje é feito o monitoramento da população. Carlos Chagas foi enviado para lá para estudar sobre a malária, que estava atrapalhando a instalação da ferrovia e ele acabou descobrindo o que viria a ser denominado depois Doença de Chagas.
Aportamos em Pirapora 20:30. Achamos um canto ao lado de um quiosque e nos cederam a energia. Tomamos uma cerveja para fazer um agrado e entramos. Estamos em frente aoVelho Chico, na Avenida Beira Rio, mas ainda não deu para vê-lo, só o brilho lá longe, está bem baixo. 
Em Pirapora tem o vapor Benjamin Guimarães. Construído em 1913, no Missisipi (EUA), foi comprado na década de 20 para transporte de pessoas e cargas no trecho Pirapora (MG) - Juazeiro (BA). Conhecido popularmente como "Gaiola", é tombado pelo patrimônio histórico desde 1985. Entre paradas, manutenções e abandono viveu anos e anos. É o único exemplar do mundo movido a lenha. Agora faz passeios dominicais pelo São Francisco, tem 3 pisos e comporta 140 passageiros. 
Onde estamos parados é cerca de 200 m de onde ele está aportado. Vamos pelo menos visitá-lo amanhã.  
Jantamos frutas e queijos.
Boa noite e saudades.






  

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